Papai Noel está morto

                         Na noite de 24 de dezembro é celebrado o Natal ou véspera de Natal, a ansiedade é grande que torna necessários horários alternativos para a festa. A ambiguidade de se comemorar o Natal no dia próprio ou na véspera não é incomodo para as pessoas; algumas pessoas comemoram o Natal dentro de casa com felicidades a familiares e conhecidos, outras pessoas vão orar por alguma coisa. O importante é ter uma celebração organizada, sabendo quem são os convidados. Um barulho alto, um som estranho é ouvido.
                         Quem bota a cara pela porta afora, vê um corpo envolto em sangue, caído na rua; quem estava indo à missa percebe detalhes como a roupa avermelha, além de ser um senhor de idade avançada. Quem mataria uma pessoa, um pobre mendigo, um velho indefeso, numa data festiva? O clima festivo cortado pela mortandade é continuado pelo dever de informar à polícia sobre o ocorrido, alguém ficará e contará o assassinato. Um homem de uma das casas decide acompanhar a situação até a polícia chegar ao som irritante do ritmo de chocalhos de Natal. Depois de um tempo,a PM chega para resguardar o local. A cena é grotesca: o pobre coitado olhando para o céu em um colchão de sangue e gordura. A sua gordura corporal é excessivo para um mendigo. É uma cena de crime adulterada, é claro. Um PM diz:
       — Desligue esse som, tem trabalho hoje.
       — Não tem nada ligado. – responde outro.
      Depois de uma averiguação, percebe-se que há nada ligado. Percebe-se que o som, os chocalhos ritmados, vindos do alto. Há um trenó vermelho, puxado por sei lá o quê, animais sendo um deles com nariz vermelho
       — Parece o trenó de Papai Noel, tem os viadinhos e tudo. – diz o policial.
        Daí cai a ficha, o velho barbudo de bochechas rosadas de roupa avermelhada, jogado ao chão como um purê de batatas, fora o Papai Noel. Com ele morto não haveria o sentimento de recompensa, nesta época do ano.
        Dá pra notar o suor na testa da moto, esta época do ano é quente, as pessoas estão acostumadas com isso. Outro policial tem um pensamento genial
        — Ele não mora aqui perto; olhe para roupas espessas, elas são roupas pra clima frio, certamente ele ficou desidratado, desmaiou e caiu do trenó
        — Ele veio morrer logo no Brasil, para o país ser mal falado. Por que ele tinha que morrer aqui? — pergunta outro policial indignado.

                   Tudo isso é especulação, poderá ser assassinato. O Papai Noel era esperado por alguém? Esta é pergunta que a polícia obterá a resposta. A celebração do Natal terá uma mancha se não for respondida.

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