Um norte pra vida

Um homem está passando de automóvel por uma rua calma, quando para. Ele não para por causa de um defeito. Ele olha pela janela e vê sua antiga escola de infância. Não existe saudade. Ele vê o monumento da ineficiência escolar. Ganancia e mania de grandeza da diretoria; atividades escolares esdrúxulas e sem propósito, sem ligação com a disciplina em questão, criados por professores que se protegiam. Eles faziam isso para aliviar o próprio tédio. Uma cabeça cheia de nada preenchido pelas lembranças daqueles professores. O homem quando criança não racionara, mas agora vê que sua educação quase não fora além de saber ler e escrever o próprio nome. Sente o desperdício de tempo que fora estudar ali.
     Olá! Como está? — diz uma voz.
Ele ao olhar, vê um rosto sorridente. Era uma das antigas professoras, a mais esquisita, pois tinha períodos cheios de chilique seguidos por calmaria. Com o sorriso foi difícil se lembrar.
     Oi. Tudo bem. — responde ele sem graça.
     Pretende visitar a escola?
     Não, só estou de passagem.
     Com você cresceu! Não parece o mesmo.
     É... É mesmo — ele sentiu que deveria dizer uma resposta grosseira —, faz muito tempo.
     Como você cresceu, está bonito! Você tem namorada?
     N... É importante?
     Responda! Você sempre respondera quando eu pedia.
     Você sempre ordenara como agora, e, além disso, valia sempre para a nota final!
     Como você quer se entrosar comigo se está me evitando? — ele percebe um olhar terno e uma mão quente em seu ombro.
     Sua anormal sai fora! — também para o asco do momento.

Ele arranca com o automóvel dali, deixando a mulher plantada e olhar atônito. Aquele quente da mão suada, ainda sentia. “Que golpe”— pensa ele. Aquele olhar ainda estava próximo, pois a mente não permitiu que se fosse. Ela também sentia o olhar incrédulo do outro, queria, porém, que fosse diferente: eles dois iriam pra casa dela, ele conduzindo a amada para uma tarde cheia de amor. Ela olha até o vazio do horizonte por onde seu antigo aluno sumiu. Ele está mesmo só conduzindo o carro, pra bem longe dali, como ele próprio guiou a vida dele pra longe da ignorância. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Se você não escreve, não sei sobre você, escreva!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...