Revanche malsucedida

Carla saiu de sua cidade atrás de Carlos, um namorado fugitivo. Chegando a outra cidade, ela sabia que ele frequentava prostíbulos, inferninhos e quartos de motéis baratos para encontros com profissionais. A importância do assunto, deixado para trás por ele e perseguido por ela, é grande, por isso ela passou a frequentar também esses lugares investigando e ganhando dinheiro. O dinheiro era motivo da fuga, a fuga o do coração despedaçado de Carla. Dinheiro e amor usados em uma prostituta quarentona chamada Luiza, Carla está agora vendo os dois, ele deve estar prometendo o mundo para Luiza.
— Amor, você conhece aquela biscate? — pergunta Luiza para Carlos.
— Quem amor?
— Aquela do canto, ela só aparece quando você está; se for a garota que você namorou antes, vou botar para correr. Você é meu agora.
— A conheço... — diz sem ânimo —, mas eu vou tirá-la daqui.
Carlos se levanta, indo em direção à Carla fingindo não vê-la, preocupado com a camisa.
— Olá Carlos! Cadê o dinheiro que me deve?
— Carla! Você está aqui? — fingindo surpresa.
— É claro! Além do mais eu conheço seus hábitos, menos o de fugir com o dos outros.
— Você quer conversar, mas não dê escândalo aqui... É local de trabalho...
— Não quer que a piranha tenha ciúme ou frustração?
— Piranha? Acha que estou com outra?
— É claro, agora sou idiota? Eu vi você com outra!
— Eu já disse, é o meu local de trabalho! Não insista que estou me divertindo! Você quer o dinheiro... Eu não gastei a sua parte, vou devolver pra você, vamos embora!
Eles saem na direção prometida por Carlos, mas fazem um desvio no quarto alugado de Carla, pois um beijinho na nuca, com abraço e carícias quentes a faz lembrar-se dos velhos tempos de namoro. Quando se deu conta já estava seminua, um soco, na ponta do queixo a coloca em órbita. Pra finalizar uma repetição do golpe, ela não acordará tão cedo. Acordando e sentindo-se a traída, culpada e idiota tem vontade de chorar, mas engole o choro. Carla coloca uma maquiagem e vai atrás de Carlos com a mesma estratégia. Durante uma semana, procurando o dito cujo, cheia de ódio o inesperado aconteceu.
— Você é aquela que estava atrás do Carlos? — pergunta Luzia.
— Eu me chamo Carla e ainda estou procurando safado do seu namorado. Me diga onde ele está.
— Eu não sei ele fugiu... Ele tinha me dito, terminou um namoro com uma mulher possessiva e que era você, foi embora de outra cidade por causa então de você.
 — Eu possessiva? Poderia dizer o mesmo dele. Quando o conheci, ele também estava tentando vender o corpo, nunca tive ciúme.
Luiza fica estupefata e diz:
— Carlos era garoto de programa? Nunca... Ele me enganou, dizia que era um empresário solitário, ele tinha muito dinheiro para confirmar.
— O dinheiro era meu e dele, nós dois trabalhando juntos fizemos uma poupança, mas ele resolveu roubar de mim.
— Ele também pegou um dinheiro meu! Que safado!
Com o desabafo de Carla e a surpresa de Luiza surge uma improvável aliança. As duas conseguem pistas do Carlos e lá vão às duas juntas, por pelo menos um e inegável motivo que é a vingança contra Carlos.

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