A queda politica

Todos, na minha cidade, ainda se lembram do feriado sete de setembro. Na avenida da minha capital, as pessoas prestigiaram o desfile das forças armadas, bombeiros, polícia, veteranos, escolas, etc., mas nem pensariam na participação do governador, dando voltas acima de nossas cabeças, em um helicóptero. Todos perceberam quem era, pois só ele demonstrara megalomania no estado; alguém perto de mim dissera:
— Espero que seja ultima vez, que vejo a cara dele. Palhaço, idiota, só pensa em aparecer!
— Ainda bem que o focinho dele, está distante de nós. — eu dissera também. — Toda fungada dele só cheira só promoção pessoal. Se não for assim, sai de perto.
Logo ele estaria perto de nós, pois caiu de lá e atingiu o centro da avenida. Os bombeiros estavam foram socorrer o que restou da autoridade. Ele caiu de cabeça, esmagando-a e espalhando os miolos. Todos viram os pedaços do seu cérebro dele fritarem no asfalto quente.
O enterro, missas, familiares, aliados políticos, tudo ligado ao falecido foi mostrado exaustivamente pela imprensa. A própria poderia voltar à rotina normal, mas eles não se cansaram, pois infelizmente descobriram que ele caiu de bêbado. A própria moça do jornal da tarde falava: “o caso do governador não quer acabar...”, é claro! Pensei: eles próprios fuçaram muito sobre os motivos da morte da Sua Excelência que ainda não acabou. Ainda morto, aparece tantas vezes como se estivesse vivo! O furo de noticias continua afirmando que ele era um alcoólatra não confirmado. A viúva disse:
— Meu marido era um homem exemplar não possuía nenhum vicio ou outra coisa, isso é intriga de quem não gostava dele. — mas confirmaram a embriaguez, pensei e disse a colegas.
Até ontem só se falava da mulher que teve quíntuplos; como todos só falavam do governador morto, a pobre coitada ficou sem atenção e resolveram compensar. No entanto sua Excelência fez uma ultima aparição; uma colunista de um jornal escreveu em seu espaço dominical o seguinte: “O falecido morreu de desgosto, pois eu acabei com um romance que tínhamos, ele se recusava a terminar com esposa. Nós tínhamos um relacionamento de 15 anos e ajudei a ele em momentos difíceis, ajudei-o um milhão de vezes, a oficial esposa nunca fez, aliás, ela teve tudo o quis sugando dele. Era pra eu ser a primeira-dama desse estado. Ele próprio disse que cometeria uma loucura, não acreditei.” Quando soube, fiquei em dúvida se era um desabafo ou promoção pessoal. Cansei de saber da continuação dessa história ou quem sabe já não vai começar outra.

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