Diferente no Carnaval

Passado o Carnaval, o estudante tem orgulho de não ter participado, pois o tempo é precioso pra ser gasto em bobagens, precisa estudar pra todos os tipos de provas. As provas são desafios, que quando forem superados, dar-lhe-ão recompensas majestosas. Chegando a faculdade, os colegas comentam como passaram o Carnaval, que diversão foi feita por cada um deles, até a voz do ser diferente:
— Eu não pulei no carnaval, eu não pulo no carnaval, eu nunca pularei no carnaval, é uma festa idiota com músicas idiotas, uma perda de tempo para o país, a economia fica parada por causa de vagabundos, temos problemas que todos esquecem nessa época, como em qualquer outro feriado, eu sou diferente, eu sou produtivo. — disse ostentando seu queixo orgulhoso.
— Parece irritado. — comentou alguém.
— Eu estou só estou expressando minha opinião.
O monólogo foi um banho de água fria. Os ânimos exaltados pelas lembranças foram acalmados. Ele estava tão certo, já que todos se calaram, tinham reconhecido a razão abaladora; a verdade que julga suprema precisa ser compartilhada e corroborando a certeza do pensamento, conversa com um amigo:
— As pessoas perdem tempo com coisas ridículas, como esse carnaval, esse feriado devia ser abolido, as pessoas param de trabalhar, deviam continuar fazendo coisas úteis.
— Você acha os feriados inúteis? Você sempre diz a mesma coisa em todo feriado, tu dizes toda a verdade, é isso que você realmente pensa?
— Como assim, se eu digo toda a verdade? Você acha que não tenho razão?
— Pra mim você não sabe se divertir e sempre arruma essas desculpas, não é verdade? Nunca diz como se diverte, nunca se diverte com alguém, só pensa em coisas úteis e não faz mais nada. — disse fortemente o colega.
Aquelas palavras era um choque, era a verdade que não queria passar na cabeça, as coisas uteis nunca foram satisfatórias, mas também nunca foram revistas. Ao perceber que o outro o dissecara, não teve expressão de reação. Do fundo da mente veio força da verdade que irrompeu a imaginação com imagens da sua vida. O que se vê são frustrações, incompetência, covardia diante de fatos que requeriam atitudes corretas. A consciência chama para repensar os atos.

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