Conto de fadas à brasileira- parte final

            Na festa do terceiro dia, tinha uma aparência especial, a decoração, a música e as bebidas parecem ter sido escolhidas para ele. Tinha mesmo umas garotas que ele conhecia da academia que freqüentava. Porém elas queriam mesmo se divertir, além de que conheciam a fama de garanhão reprodutor que o príncipe possuía, e não se submeteriam a serem mais um troféu fácil pra ele; o cheiro do insucesso o príncipe acabava de sentir. A situação mudou quando uma desconhecida foi ao encontro dele, ela é agradada com seus sorrisos que são retribuídos generosamente. O carinho e reciprocidade são grandes demais pra caber naquele lugar. Precisando de um lugar melhor e discreto as carícias teriam um propósito mais satisfatório. O seu amigo nobre indica um quartinho nos fundos do lugar e o prazer finalmente explode entre os dois. O retorno do príncipe a festa não poderia ser melhor, não conseguiu ainda uma esposa, mas tinha conseguido uma concubina. Com confiança de que sua vida é maravilhosa, informa ao nobre sobre uma decisão precipitada:
            — Meu amigo a noite está ótima, consegui a primeira concubina para meu harém. Estou ansioso pelas próximas escolhidas e pelas próximas festas.
            — Como? Aquela mulher aceitou ser sua concubina? Você não estava só se divertindo com ela?
            — Sabe como é a vida, a oportunidade apareceu na forma de uma mulher que soube me agradar muito bem, não podia deixar passar.
            — Era só pra você se divertir com ela! Você não pode levar ela! O plano é você encontrar uma esposa, não uma concubina, você não sabe de onde veio essa mulher! A esposa tem que uma linhagem e aptidões que agrade a sua família. A concubina só é aceita depois de um comum acordo entre o casal. Assim a escolha dela reflete mais que uma posição, reflete também o bem-estar da família.
— Novamente você diz coisas que eu já sei! Nesta festa não tem as garotas dignas da minha posição social? Uma concubina daqui pode ser muito bem aceita, além que um dia pode assumir a posição de minha esposa. Eu vou levá-la comigo ou alguém vai me impedir?— diz firmemente o príncipe.
— Você não pode! Ela é a concubina do meu pai! Eu paguei a ela pra te dar prazer. Pensei em te agradar, você fica mais confiante depois de provar da fruta, casar pra você é um problema complicado então a chamei.
— Então ela sabia o que fazia o tempo todo?
— Ela soube te agradar, pois é uma mulher muito experiente.
O príncipe consternado caminha para a saída, mas a sensação do engano passa e ele aproveita um pouco mais da festa. Uma semana depois o rei e a rainha convidam o príncipe para um banquete familiar. Chegando lá teve uma surpresa infeliz, a tal concubina também está. Sem entender ouve a voz do pai:
— Esta mulher alega que você a quis pra si como concubina, é um passo muito adiantado para sua vida, no mínimo você deveria ter se casado primeiro. Isso é verdade?
— Sim, meu pai. — diz covardemente o príncipe.
— Então está decidido você se casará com ela, está aqui a sua noiva.
— Com ela será minha noiva, eu a queria como concubina! Ela já era uma concubina! Esta decisão é muito precipitada pai!
— Ela está grávida, você foi precipitado não se cuidando , engravidou a concubina de um nobre que descobriu e por isso a jogou para nós. — disse isso com um olhar que atravessou a nuca do príncipe.
— Ainda podemos dar dinheiro a ela pra que ela fique longe de nós, já resolvemos muitos problemas com dinheiro, por que não podemos resolver este do jeito também?
— Porque o pai do seu amigo nos chantageou, já paguei a ele uma quantia pra ficar de bico calado, não contar por aí sobre um herdeiro bastardo e pra garantir que ele não exija mais, você se casará com ela encerrando qualquer tipo de boato. Casar vai ser o seu castigo, assim você terá responsabilidades.
              O príncipe novamente aceita a nova ordem do pai sob o olhar indiferente e vazio da mãe, o olhar fulminante e rígido do pai, o olhar triste e pesado da concubina; o casamento foi realizado sem grande festa e quando a criança nasceu ela foi usada como desculpa para a nova vida do príncipe.

2 comentários:

  1. que conto lindo parabens muito bom o blog
    estou te seguindo ta
    se quiser seguir o meu agradeço
    tenha um otimo fds
    abraçossssss e sucesssossssss
    http://cleberbinhocomportamentos.blogspot.com/

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  2. obrigado, esforço-me para colocar alguma beleza nesses contos

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