Violência na porta de casa

            Helena não gosta de assistir telejornais ou ler jornais, só tem violência nas notícias assim que ela diz. Ela acha que precisa de uma folga do mundo, apertar o botão da televisão e ver notícias de um mundo cor-de-rosa. Pra quê ouvir histórias de tráfico, seqüestro e morte de pessoas, essas são coisas repugnantes ao seu intelecto e pior a sua vida. Um dia chegou a sua casa, querendo descanso , quando abriria o portão dos automóveis uma moto parou ao seu lado, era dois, o motoqueiro deixou a moto ligada enquanto o passageiro empunhava uma arma de fogo mandando Helena sair do carro, ela tenta se desvencilhar do cinto de segurança que junto com seu nervosismo a prendia naquela situação. O bandido irritado atira na janela do carro. Helena assombrada com o barulho do tiro grita desesperadamente. De repente, sem ela perceber como fez, o cinto a libera da agonia, ela foge rapidamente pela porta do carona quase ao mesmo tempo em que o bandido entra no carro e sai em disparada com ele; o motoqueiro foge ao também. Helena em choque é amparada pelos familiares. Alguns dias depois Helena chega a casa, agora mais receosa, do trabalho junto com o marido que a buscou no trabalho. Nesse momento uma vizinha passeava na rua e a cumprimentou:
            — Olá, vizinha com está?
            —Vou bem agora, graças a Deus, você soube o que aconteceu comigo alguns dias atrás? Devíamos ter mais segurança no bairro, não acha?
            — Está falando do assalto? Isso acontece todo dia, é só ver na televisão — disse a mulher calmante. — Eu sei como é isso do que a gente ouve.
            — Eu fui assaltada e pior tentaram me matar, não foi uma coisa casual foi algo horrível que vive. — diz Helena.
            — Pra mim não deve ter sido tão alarmante, essa sua história é tão exagerada e repetitiva como as outras.
            — O que eu passei aqui, na porta da minha casa, ninguém do mundo pode imaginar ou sentir, não faça pouco caso! — diz com muita raiva Helena.
            A sensibilidade de Helena havia sido despertada, a sensibilidade e discernimento de cada pessoa são diferentes e agora entendia isso. Atos de violência podem acontecer com qualquer um, mas a visão desses atos é particular.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Se você não escreve, não sei sobre você, escreva!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...