Muita atenção na festa

            Thaís adorava festas, mas sua participação era apagada, dependia de alguém para interagir e não era a mesma interação com todos, com algumas pessoas era melhor que outras. Além disso, ninguém sabia como ela era convidada, pois no colégio também é muito apagada sempre dependendo de outros pra exprimir uma opinião, que parece ser igual aos outros. Enfim sua alegria não era própria, dependia de um agrado alheio.
            Em uma festa de aniversário de amigos do colégio todos se divertem e se confraternizam. Mas uma pessoa não faz a mesma coisa, Thaís está no canto da sala como esperasse algo ou alguém. Algumas garotas se perguntam quem a convidou, pois mal tinha amizade com alguém dali. Elas poderiam ignorá-la, porém, como ela sempre agia com intenções ocultas, ninguém acreditaria se Thaís buscasse uma amizade no local. A inimizade ficava clara ao invés de supostas amizades.
            No auge da festa haveria uma foto de todos os convidados, inclusive com Thaís. Todos na frente da câmera estão prontos, posicionados, até que alguém diz:
            — Thaís! Você está de costas, quer mostrar à bunda ou querendo esconder a cara feia?
            — Como é? O que é isso garota? — retrucou Thaís
            — Não se faça de idiota, você não é amiga de ninguém, vem de penetra em festas da gente e ainda tem a intenção de só pra mostrar à bunda?!— outra disse com raiva.
            — Sua vadiazinha, só quer ter atenção o tempo todo, agindo com intimidade somente no seu interesse. — completou outra.
            — Você devia ir embora daqui! — finalizou outra ainda.
            Não era o dia de Thaís, nem a festa; ela cabisbaixa percebeu não tinha a atenção desejada, retirou-se rapidamente dizendo que teria um trabalho escolar que deixou de última hora, saiu com os olhares repreensivos da turma que sabia não haver trabalho nenhum, pois todos teriam que fazer também. O pequeno vexame não teria um fim ali, porque continuaria uma gozação na escola por algum tempo, todos ainda se lembrariam do tal trabalho escolar que só uma pessoa fez, porque essa pessoa era diferente das outras.

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