Um conto de Natal- parte 1

     Havia chegado o Natal e a família de Pedrinho não confraternizava, o Natal deles era uma simples troca de presentes. Pedrinho estava crescendo onde o apelo que criança só ganha presentes se for boazinha não existia, tinha sido substituído pelo simples apelo comercial de novidades. Ele próprio nunca acreditou em Papai Noel, como foi explicado pelos seus pais o bom velhinho sempre usava roupas impróprias para clima quente, portanto (não saudável) esquisito que ele passasse abaixo da linha do equador para entregar presentes, entre outras razões. Na escola, ele havia imaginado que ganharia um boneco de ação do seu desenho preferido. Espalhara boatos de como contava os dias para ganhar o presente e como seria maravilhoso. Esnobaria os brinquedos dos outros colegas achando que o dele era superior sem nunca ter tocado, somente visto através dos anúncios de televisão que servem de incentivo à seus pais, para as compras de Natal. Logo o mundo de imaginação de Pedrinho irá desabar. No dia de Natal reúne-se boa parte da família, tios, sobrinhos, avós, primos, todos juntos para troca anual de presentes em torno da simbólica árvore. Sem cerimônia, as crianças ganham logo seus presentes, pois se é pra ganhar que receba o mais rápido possível. A desolação no rosto de Pedrinho foi forte:
    ¬ Mãe, esse não é o brinquedo que eu quero ! Cadê meu brinquedo? - falou com raiva Pedrinho.
    ¬ Não fale assim com sua mãe ! Respeite-me ! - rebateu a mãe.
    ¬ Mãe esse não é o brinquedo que quero, não! - retrucou Pedrinho.
    ¬ Como assim, não é o boneco que você viu na televisão?
    ¬ Não mãe, esse é diferente, o que eu queria era igual aquele ali do Carlinhos ... é aquele o boneco que era pra mim?
    ¬ Não meu filho aquele é o brinquedo do seu primo, o seu brinquedo a gente resolve depois, tá? Agora fique quieto. - deu um ponto final na discussão, a mãe de Pedrinho.
    A decepção de Pedrinho transformar-se-á em cólera ao longo do início da noite. Vendo a felicidade de Carlinhos com o brinquedo que queria igualzinho e a mãe que certamente não trocaria o brinquedo indesejado, pois para o Natal já tinha feito o que era necessário, era inevitável que teria que aceitar o fato de não ter o brinquedo e ter raiva da situação.


  CONTINUA ...

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