Quase pedido para Papai Noel

      Na escola Jardim de Criança era oferecido do maternal ao pré-escolar. Mostravam muita assistência com as crianças para manter sua inocência ou quem sabe manter do jeito que quiserem. Chega o final de ano e professora Júlia, manda os alunos escreverem uma cartinha para o Papai Noel. Depois ler as cartinhas, a professora vê a carta de Joãozinho não pediu nenhum presente para Papai Noel, aliás, ele pediu uma coisa diferente, ela perguntou:
      ¬ Joãozinho, eu li sua carta, você não pediu nada para Papai Noel, por quê?
      ¬ Tia Júlia, eu pedi sim uma coisa dele, eu só pedi pra fala uma coisa para o Superman, porque ele mora no Ártico também, meu pedido mesmo é para ele, não para o Papai Noel.
      ¬  Joãozinho, você não pode pedir para o Superman é pra pedir um brinquedo pra Papai Noel.
      ¬ AH tia! Eu não quero brinquedo, não! Eu pedi pra Papai Noel acaba com a violência. Ele não é um herói, não é? Então ele pode fazer isso, o Papai Noel não pode, só faz brinquedos. É só ler a carta direito.- responde convicto Joãozinho.
      ¬ Não pode João, você tem que pedir o brinquedo pra Papai Noel! - responde com força a professora.
      ¬ AH tia! Eu não queria ...
      ¬ Você não tem que querer, faça o que mando, você não que pedir nada pra herói algum, além do mais, essa carta uma nota que vai para o seu boletim.
      ¬ Por que eu não posso? - pergunta derradeiramente Joãozinho.
      ¬ Porque o Superman não existe, não passa de uma estória inventada pra ganhar dinheiro com gibis.
      ¬ Se o Superman não existe, Papai Noel também não existe!
      ¬ Joãozinho não é ...
      ¬ Se com o Superman se ganha dinheiro, com Papai Noel também, pois aparece por aí muitas ofertas de brinquedos, todos podem ser de algum convênio com Papai Noel, sem falar que como vou ter certeza de que vou ganhar presentes de um velho que não me conhece, invade a casa dos outros porque é bonzinho? Essa carta que a gente escreveu serve pra gente ter nota no fim de ano. Mesmo que ele exista talvez ela nunca chegue às mãos dele, porque tem que ficar na escola, então eu não ganho presente dele - conclui Joãozinho.
      ¬ Está bem ... - aceita a Prof ª. Júlia
      Ela não poderia continuar com aquele debate, poderia incitar dúvidas sobre o trabalho que a escolinha faz quando as outras crianças contassem o que ocorreu para seus respectivos pais. Se é pra manter a fantasia de uma criança porque alguma é mais importante que outra? Isso a professora Júlia aprendeu.

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