Ouvido sujo

     Fernando havia chegado ao trabalho bufando de raiva. A raiva está direcionada aos seus colegas. Ele tinha feito um parecer da sua mesa para mostrar aos demais a sua originalidade. No dia anterior, seu superior teria comentado que o parecer não era bom. O parecer não era adequado, faltava uma conclusão decente, pois ele descansava por muito tempo, mais tempo que deveria. Fernando na primeira oportunidade, na frente de todos, fez um teatro; esbraveja, dizendo que naquele período havia tido um problema de doença. Não haveria motivo pra ninguém dizer ao seu chefe que ele era preguiçoso, pois aquele parecer foi feito no período anterior à doença, não dando chance a ele de corrigir possíveis defeitos e acrescentou que todos são covardes porque aproveitaram  a sua ausência para fazer fofoquinha dele.
    Os seus colegas reclamam dizendo que não tinham feito nenhuma fofoca. Fernando irredutível com sua convicção diz que ninguém tem capacidade de intimidá-ló agora e nunca. Se fosse preciso desceria a lenha. O superior do departamento tomou conhecimento da discussão. Chamando o furioso, pediu um esclarecimento detalhado dos motivos da baixaria. Fernando nem ao menos pode terminar a sua explanação, pois foi interrompido pelo chefe; ele diz que o descanso a que Fernando se referiu, foram dias a mais em suas férias. O funcionário tinha direito dos dias acrescentados porque havia acumulado férias. Nesse dias de sua ausência,  todos os funcionários receberam um curso de qualificação sobre novas normas de circulares e pareceres. Fernando perplexo quis esconder a cabeça em um buraco, se houvesse um, não tinha desculpas no momento. No fim ele recebeu instruções para fazer o curso imediatamente.

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