Hábito repetitivo

     Todo bar novo Carlos queria conhecer. Virou um apreciador de bodegas, restaurantes, barzinhos, bares de estradas, etc. Onde havia uma bebida Carlos aparecia para julgar o estabelecimento. O local, o ambiente, os frequentadores eram requisitos do julgamento, mas a bebida era sempre boa. A bebida estava em primeiro lugar em todos os lugares. Beber era o motivo principal para sair de casa, o bar em si era o motivo maior ou menor da alegria de sua atividade. A bebida o transformava em um homem mais determinado em seus sonhos e suas vontades. Sem ela voltava a ser o mesmo de sempre com a vida medíocre e sem graça. Carlos necessitava mudar sua vida. Os frequentadores de bares são amigos de longa data que se conhecem depois da terceira garrafa. Mesmo parecendo iguais ao redor da mesa, Carlos enxergou os outros de modo diferente, às vezes. Eles eram mais felizes do próprio Carlos. Como eles chegaram a aquele estado de espírito se aparentemente são parecidos? Isso agora o incomodava até certo momento, pois depois de alguns goles todos estavam iguais. A melhor resposta do problema foi não se importar com a vida fora daqueles bares. Já que tinha a resposta do problema, e sempre tinha todas as vezes que duvidava de algo dentro de um bar, a vida dentro deles ainda é mais importante. Pagara bebidas aos desconhecidos para ter mais amigos. Essa terapia se tornou suficiente quando os problemas com sua família começaram a ser trazidos das suas vistas para o bar e resolvidos no próprio local. Quando chega a casa tinha a solução posta à força. Mas o problema da infelicidade da sua vida não resolveria. Esse problema se fosse resolvido, jamais voltaria a um bar. Este hábito que adquiriu, será difícil de mudar.

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