A festa que queremos

     Genivaldo trabalhava no transporte de pequenas cargas há anos. Havia viajado pra diversos lugares do Brasil, com trabalho árduo pode criar com dignidade um casal de filhos. Sua vida tinha altos e baixos, às vezes aparecia trabalho outras vezes não, e foi em um desses momentos de baixa atividade que sua filha resolveu se casar. A festa de casamento custaria boa parte da conta conjunta que ele mantinha com sua esposa. Querendo uma festa decente, uma que Genivaldo não teve, ele vai à procura de mais entregas para fazer, assim complementando mais o salário e o buraco na conta bancária. Neste novo acontecimento, ele se viu obrigado a fazer uma entrega perigosa, Genivaldo teria que dirigir um caminhão de combustível sendo que sua carteira de motorista não era de categoria C. Com os anos de experiência dele podia fazer o perigoso serviço por ele  e pelos outros.
    Com o pé na estrada(ou melhor, as rodas), ele percorrera parte do caminho a noite com poucas pausa para o descanso, pois ganharia um bônus se chegasse antes do prazo. Seus olhos estavam cansados quando recobrou toda atenção ao ver uma barreira policial. Seu coração bateu com força e com mais força ao ver o policial mandando-o encostar. O stress era grande o suficiente para ser visível por qualquer um. Ele sentiu o coração bem de novo, ao perceber que o policial que foi atende-ló era um amigo seu. Tantos anos rodando tinha feitos amigos; aquele não era tão íntimo como outros, mas havia sido convidado para festa de casamento:
   ¬ A gente só percebe que os filhos cresceram quando eles saem de casa- disse o policial- esse casamento deve ser uma grande alegria pra você, não é? Ela vai se casar com alguém do seu gosto, né?
   ¬ Pois é isso mesmo, ela casará logo e bem casada estará.- responde Genivaldo-  Só estou levando esta carga para complementar a festança, já que este bom casamento não pode passar em branco com uma festa mixuruca ...
   ¬ Você está transportando esta carga por causa da festa, Genivaldo? Então pode passar, não vou atrapalhar o seu trabalho, festa tem que ser boa mesmo não só pra vocês da família, mas também para os convidados.
  Liberado, Genivaldo fez a entrega dele e de volta à sua casa deu uma bela festa de casamento, sem que ninguém botasse defeito.

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