A expectativa

     Carlos vai prestar vestibular e ainda não decidiu qual o curso que vai frequentar. Ele sonha em um trabalho que ajude muitas pessoas, mas a realidade é outra, pois ele também pensa em ter muito dinheiro como resultado desse trabalho. Um colega dele disse que traria um livro que explicaria várias profissões, ajudando-o a decidir, com uma condição: Carlos teria que "ajudá-ló" a "pegar" a sua própria irmã, tornando-a namorada do colega. Carlos aceita a proposta, apesar que um sujeito de caráter duvidoso também aceitaria, mas Carlos tinha uma desculpa, que era o vestibular, válida para ele. Logo muita coisa é possível. Usando de um artifício; Carlos convence a irmã de que obterá informações do namorado, que viaja muito, por intermédio de um colega; não há melhor oportunidade do que essa, uma mulher desconfiada do relacionamento que tem,  querendo retribuir na mesma moeda a qualquer momento. Tudo confirmado para o encontro dos dois. Carlos não quis ir, quer dizer, deixou a irmã no meio do caminho para que ela própria tivesse suas conclusões com o detetive, ou melhor, para que ela e o outro ficassem íntimos mais rapidamente. Ela voltou do mesmo jeito que foi ao encontro. Dias depois, Carlos encontrou o tal colega:
    ¬ E aí meu amigo, gostou da "pegada" que deu ? Não tô querendo ser mal educado, mas queria o livro do combinado - disse Carlos
    ¬ É claro, toma.- disse o outro.
   Carlos do entusiasmo vai a decepção ao ver que não era um livro, era na verdade um folheto de publicidade de uma faculdade local com seus cursos. Carlos diz indignado:
    ¬ Isso não é um livro, se eu quisesse um desses, eu mesmo teria pegado!
    ¬ O que foi? Tá com raiva? Eu também tô, no encontro eu esperava uma garota quente e me encontrei com uma fria e distante, achando que eu ajudaria com alguma coisa com o namorado dela!
    ¬ Eu fiz o que podia para ela sair de casa, você poderia emprestar o livro por consideração, ao menos, pra mim!?- quase implorando diz Carlos.
    ¬ Eu não tenho o mesmo, achei que fosse contentar-se com esse folheto daí!
   Carlos calou-se e contentou-se mesmo.

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